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2011/05/14

Homens Anões

            "Homens Anões"  






Deixe-me perguntar

Me ajude por favor

Meus dias são poucos

Comparados ao que virá.

Tenho algumas febres e dores

Mas nunca sabemos o que será.

Tenho sede do amor

E da sede que jamais findará,

Tenho olhos atentos, dispersos

Ao horizonte que, quer me abraçar

Tenho uns amigos e outros que,

Jamais hão de me amar.

Deixa-me lhe dizer algo, é raso

Parece comigo, mas a vida lhe dirá

Dos medos dos homens e das forças

Que plantaram mortes,

Pelas vidas que, nem se quer, nascerá.

Plantam germes em folhas

E dos meninos que sonham

Eles perduram o inferno que,

Estes querem um dia nunca mais habitar.

Esta nos corredores e ruas, nas plataformas

Nas igrejas, palácios e ternos dos vermes

Que insistem em querer na morte, apostar.

Mandam uns de armas, outros eles vendem

Parecem meninos, mas as armas mentem

Outrora eram felizes, em suas casas...

Mas quando chega o inverno, eles choram

Andam nus, pelas cadeias, uns com alma na areia

Deixa eu lhe dizer, fica quieto!

Esta em nos monumentos frios e nos lares

Que demoliram sem mesmo usar, arquitetos.

Sonham com o natal, brincam de dia.

A noite chega e sem saúde, comem hipocrisia.

Deixa eu te falar, to acabando...


Uns dias eles, se matam.

N’outros pensam que amam.

Comendo sonhos, expurgando amores...

Seus pais vivem das lágrimas que os dias

Plantaram em meio aos seus temores,

Deixa-me falar, você já quase sabe,

Gostam de viver, amar e correr.

Mas quando enfim, amanhece...



Eles são das ervas danosas as preces.

Outro dia eu vi lá, eles corriam

De dia uma criança, à noite,

Pura covardia.

Giletes nas mãos...

Correntes nos pés,

Pensam serem ambições

Morrer com pouca idade

E com uma arma na mão!

Aquelas vossas crianças



Que não crescem...

Vivem a droga de serem vestidos,

Sendo homens



Vivem a vida de anões!




Czar D’alma 



Você Vem

             "Você  Vem"  





Você vem, antes do sol me bronzear
Você tem o dom de me encantar...
Você vem, na hora que eu ir deitar
Ao longo dos pássaros, junto ao mar.


Você tem as palavras certas pra me enfeitiçar
Tu me laças e eu sou toda sua, nua, nua no ar!
Quando em quando você me tem pra amar
Quando não, sou a fera híbrida a te degustar...


Você nem, imagina como a coisa quente esta
Na zona do prazer eu desço e subo até o fim
Pra ver a gente mesmo, num só corpo
Se eternizar...


Mas depois você tem de sair...
Minha cara virada pro lado de lá
Onde as meninas deitam nunca
Por um segundo hão de lá acordar.


Ao lado do sol, bem junto a Marte...
Os homens vêm e dispam-se em mim
Sou o som das águas sou o brilho marfim
Onde os seres desabrocham sou um querubim


Mas quando o tempo acorda
E sais debaixo da rua morta...
Você só pensa mesmo é


Em mim!



Czar D’alm


Ao Teu Olhar

            "Ao Teu Olhar"  





Quando olho os olhos seus
E vejo o mar de longe, esse sonho meu
Quero o prazer de pousar em ti
Em tua retina em si, me definir!


Quando olho os olhares seus
Sua boca aberta frente à coisa certa
A minha boca quer, deitar em tua língua
A câmara de expurgar a falsa indireta.


Mas se os olhos teus, não vêem meu mar Egeu
Desço a capitania dos portos, como um Galileu
Arrombo a porta que, ainda não esta aberta
Esse seu olhar que, nada e nunca seca


Mas quando o olhar seu
Vislumbrar o medo meu
Que a vida passa e tu não notas
Que sonho em pousar nos braços seus...


Onde a ilha nunca esta só
E minha alma jamais 


Deserta.




Czar D’alma



Nossa História de Amor

      "Nossa história de Amor"  





Caminhamos junto ao mar
Olhando o horizonte, lágrimas a voar
Repentes ao luar, vozes de um vago lugar
Onde a vida, aflora e nunca há de voltar


Caminhamos rente ao horizonte
Freio nos laços, nossos beijos distantes
Minha história contigo, meu naufrago umbigo
De noites serenas, onde eu e um anjo a amar


Desde os idos tempos, mentiras por fora
Romance aberto, seguro e lindo por dentro
Mares de invejosos, nunca entram em tal convento
Meias sem pés, roupas molhados de nossos eventos


Então vem o vento, então cadê meu amor aqui dentro
As lutas da vida se fazem em nada, com tal tormento
Eu luto abro os olhos, levanto a cabeça e que me percas
A miríade de uma centelha, em porto de minha enxaqueca...


Onde nosso amor e sua estória na memória
Onde o beija-flor não pousa
Nem tampouco se finda
A nossa pretória.


Onde eu sou o verso
E tu o verbo
Que me traga
Pelo gesto teu que me agasalha...


Vinhos em cálices
Desejos em nossa estória
Cada um no passo do outro
Mas livres por prazer e vide


Que me permuta o amor
Em cada século


O segundo por hora!



Czar D’alma


2011/05/10

Juventude e Melancolia

      "Juventude  e  Melancolia"  


      




Sê calma
Teu dia há de raiar, cheirando à poesia.
Doce e calma abre teu mundo...
Pra reinar-te em maresia.


Sê calma e bela
A juventude é linda no ainda
Pêlos novos, choro e rebeldia...
A poesia sempre pra ti é dia.


Dobrando versos, rasgando esquinas
Mas madrugadas lindas e de beijos sem mentiras
Acalma a tua tez, desce do mundo a fantasia...
Seu lado feroz, dentro da saia de menina.


Aflora o horizonte, desperte o olhar
Das coisas vertidas em teus umbrais
Sempre olhando ao pavão do futuro
Quebrando elos boçáis.


A mente irradia a luz e a sombra
Que a vida ainda te entedia.
Mas quando chega o final de semana
Quebras as correntes e ferozmente vai


Abraçando portos e despejando sonhos...
Pra seu mundo nunca sofrer a epidemia


Da melancolia de seus ancestrais!




Czar D’alma  


2011/05/09

M a r de M e m ó r i a s

       "Mar de Memórias"  


      



Ela parou em frente ao mar...
Via os amores e tudo o mais que a vida tem pra dar
Olhava as flores e das esperanças ali deixadas
Quando tudo que ela queria era amar.


Mas ela mesmo assim contemplava o mar
Queria a infância e os momentos
Que jamais voltaria a abraçar
Ela apenas olhava para seu marear...


Coisas distantes, memórias fortes, alianças...
Onde agora estava sua saudade da vida
Que ela um dia pode e foi feliz
No simples fato de nela habitar.


Meditava a menina, sonhava o futuro
Mesmo com o passado em seu calcanhar.
Amava, sorria, sonhava e dormia...
Do vislumbre que sua estrada veio dar.


De sua agenda, um momento peculiar
Um rosto de homem, um beijo que pode provar
Mas naquele momento onde estaria o tal
Se quando ele se foi, a vida assim o pode levar...


Saudades...
Coisa da mente e dos passos
Que nesta vida, aquela menina-mulher
Pode de tudo contemplar...


Dos romances resgatados da memória
Ou apenas, ressurgidos
De fundo de seu próprio


Mar!



Czar D’alma