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2011/07/09

Dos Corpos

            "Dos Corpos"      



           


Vem cá, me joga
Me bebe e devora
Vem cá e foge
Delira e despe tua sorte


Vem sim, me doma
Declina os corpos
E o circo se monta


Deseja e come
Estende e me envolta a tua mão
Me pega e some
Teu cardápio – Meu nome!


Subimos, descemos, rolamos e fomos
Dos poucos minutos em beijos e trovas
Foi o prelúdio do que meu corpo aprova


Vem sim, de volta
Sua e chora a minha na tua
Desliza e xinga
Some e não minta


Mas quando eu der com a tua pegada
Eu ainda sou a tua menina...


Que bom! Não some
Pois eu sou assim, declarada
E tu és a minha sorte e fazes
Do meu corpo a tua 




Jangada!







Czar D’alma



Flores do Delírio

            "Flores do Delírio"   



           


 
Tu me deitas flores em latim
Perco-me e solto louca
Quando não lhe vejo em mim
Pois sei que estás em minha boca


Tu me deitas coisas de iludir
Querendo a liberdade de tua roupa
Entrego-me toda manhã
E nem me sinto pouca


Por toda a noite teu corpo
Desliza a minha mão pra ti
Quero o milagre em meio êxtase
Quando me apertas pra si


Meio milagre e me perco toda
Seu momento dentro de mim
Eu viro a face, mas quero tua boca
Não dá pra me imaginar mais feliz


Quando me deito tu me sugas às poucas
Delirando me declino a xingar e rir
Quero mais do que perder a sanidade
Declino em teu corpo e lá se foi à liberdade


Eu agora presa em seus braços
Impregno-me do teu cheiro
Meus cabelos são a prova do devaneio
Quando fecho os olhos, logo te vejo


A vida não poderia ser melhor assim, assim...
Dou-te às pressas as minhas coisas avessas
De todas as poses tu deliras e me faz subir
A cada momento eu me sinto sóbria e louca


Acho que aprendi a amar
Com teus pelos e cheiros
Mas não sei viver sem ter
Você dentro de mim!


Tu me encaixas e me joga mel
Eu descubro e me iludo por maldade...
Pois só quero a malicia dessa verdade
Vou sim, do inferno aos céus...


E choro,

Canto,

Grito! 

Mas jamais...



Quero sair 



Dali!





Czar D’alma 



2011/07/08

Inverno em Verão

            "Inverno em Verão"   




           






Tenho um selo em minha mente
Com a foto de seu coração
Alguns dias eu durmo só e bem
Mas me pergunto se você vem dobrar a solidão


Ando em meio à rua
Procurando por meu amor
Me pego deleitando em frases nunca
Mas espero que um dia, tu me digas ao pé da nuca


Quero o seu sorriso, quero lhe ver feliz
Deixo os meus braços sempre abertos
Pra quem sabe você chega a meio a um triz
Quando eu durmo sempre sonho que estas perto


Sonho e quero um novo amor
Que me beije e dê carinho
Faça-me sorrir ao ver o sol se por
Que minta me dizendo que o amor é estribilho.


Quero sim o teu amor, me dê
Vamos em meio às madrugadas
Deixar a solidão pra lá e esquecer
Que a vida vale a pena com a pessoa amada


Digo isso pra você
Que acabou o seu amor
Mas que saibas que na vida
Não lhe deu ainda o melhor que ainda sou.


Quero um novo amor que me ame e dê carinho
Quando chegar a noite, me amando me encha de beijinhos
Pode ser meio inocente, mas quem liga quando ama?
Seja homem ou mulher, todos são mais felizes numa cama!


Quero o meu amor que venha com a tua paz
Quando tudo escurecer, me dizer
Com quantas posições nasce um amor veraz
Mas sabemos de quem não ama, perde o melhor que a vida traz.


Quero sim um grande amor, pra mim
Pra que saiba que sou grande em fazer feliz
Quem se permite que a vida seja alegre e solta
Pra quem não sente inveja de como vive a meretriz


Quero um amor sem vergonha
Que me deixe alucinada e louca
Mas que não precise de drogas ou maconha
E que saiba que pra amar a vida é sempre pouca


Quero um amor cheio de excitação
Que me ensine que se faça o inverno
E sinta nesse momento que ali é um verão
Com toques, abraços e sussurros muito sinceros


Ali a vida sempre ensina como é bom!
Ter um amor pra toda vida...
Transformando inverno em 



Verão





Czar D’alma 



2011/07/06

Sete Décadas

            "Sete Décadas"   



           
 


Você esperou uma colheita e amor
Semeou deveras as rosas e a flor
Da saudade de viver ainda a ilusão
De que um dia a mentira fosse vã


Você mandou a noite e o dia se amarem
Cantou até o galo se cansar dessa engrenagem
A gangrena que esta à flor da pele, não faz cena
Ela rebate toda onda pra que um dia a vida valha à pena


Então você ainda guarda o cenário na memória
Discorrendo só, em ti esta apenas a solidão de tua história
Querendo o fruto do pomar você desperta e dispensa a magnólia
Aquele jardim que de tão lindo dorme calado, sem voz e sem pretória


Vai-se em vida e foi-se em paz
O que desce do leste sua fadiga
Agora adulta há sete décadas
Escreve um fim onde podes esconder a lida


Onde seu sonho dorme bem
Mas sempre mudo
Querendo o tempo que vem
E a razão de seu próprio mundo


Acorda e me ame
Pra que a gente sorria
E já nem se lembre mais
Dos sonhos que não dormem, nem acordam


Andam sempre juntos
Mas sem memória
Essa é sua vida
Mas nem tem por quê


Vaga os dias surdo
Pra poder dormir
E quem sabe num sorriso
Onde a criança dance e cante




O fim de tudo.






Czar D’alm