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2011/09/24

É Complicado

            "É Complicado"      




                           



Desvenda os meus sonhos
Dos meus desejos, faz cardápio
Deixa-me um toque doce
Leva-me aos devaneios inesperados


Canta no meu ouvido
Corre e desliza em mim a tua mão
Descabela meus sentidos
Faz-me perder da vida a noção.


Quando ouço os seus passos
Minha pele se arrepia
Cansada ou não me avassalo
Dou de cara com a minha fantasia.


Ontem tu chegaras tarde
Quase não pude perceber...
Se não fosse o cheiro de mulher
Que esta fedendo em você


Olhei bem e te fitei você não pode esconder
Poderia ser engano, mas meu instinto manda ver
Foi checando os seus bolsos que, comi do desprazer


Não entendo o que lhe falta, não encontro explicação
Mas se não fossem suas mentiras
Jamais daria com o fato a Razão


Descobertas surpreendem em verdades abissais
Achei brinquedos de prazer e mentiras dentre casais
Mas o que posso dizer se de mulher tu já não gostas mais


Nem sei se é consolo, mas vou seguindo o meu rumo
Eu que sou mulher e mesmo nisso percebo o absurdo


Mas não sou a única surpresa, sou híbrida também
Deixou adeus, uma conta aberta e por que não um amém
Se a vida é complicada o terceiro sexo vai além.


Nosso caso de amor, quase um dia me enganou
Mas foi nos braços da mentira
Que isso tudo um dia começou.


Deixa quieto, calamos os nossos sentimentos
Quem iria perceber que não é verdade que lamento


Vou embora e levo comigo
Um sonho, uma esperança e labor
Quem sabe a gente se encontre e descubra
O que é a vida e da vida o que foi o nosso 






Amor.









Czar D’alma 




2011/09/23

Eu e a Poesia

            "Eu e a Poesia"      




                          




Ela me toma
Faz-me vislumbrar e sentir
Nem sempre sou dono
Do que se passa por aqui


Ela me leva e catalisa
As coisas que nunca vivi
Querelas de amantes, dores de parto...
Coisa que, nunca quis ao menos ter pra mim.


Quando o sol se põe ela me ama
E ao dormir, ela se faz lua e cetim
Amamo-nos todos os dias e tempos
Acabamos sempre com dilemas em meu aposento


Mas fora ela quem me deixa mais feliz
Quando o amor que quis não quer a mim
Somando os dizeres dissemos o que não vimos
E ninguém ousa a dizer que, nunca foi assim


Com todos os seres, vivos e inanimados
Dormimos do domingo, acordamos no sábado
Amigos e amantes ao nosso redor e como é bom
Às vezes, penso que é de mim, mas ela chega e me acorda


Pois é somente da poesia
Tal posição.
Quando sou o escritor
E ela, enredo e canção.


Um amigo e amante do outro
Quase inimigos, mas sempre unidos
Como soldados na guerra da
Mesma nação.


Meus amigos me admitem
Mas é ela quem me doma
E me faz forte, quando sou e vou
Na minha própria solidão.


Eu e a poesia...
Umas horas amantes, amigos
Mas quase sempre 







Irmãos.









Czar D’alma



Grávida de Saudades

            "Grávida de Saudades"   




                           






Quando o silêncio canta em mim
Do seu hálito sinto e me refaço
Meu corpo se arrepia
E do mundo me afasto


Se o vento traz seu cheiro
Eu danço tensa dentro aqui
Onde só minhas lembranças me denunciam
E só aonde posso ser realmente amada e feliz.


Foi o seu braço quem me deu adorno
Mas foi em seus lábios que, me conforto
Das palavras que, você assobiava em meu ouvido
Guardei todas e delas, fiz sonata, orquestra e gemido.


Eu tenho todos os dias que vivemos
Na agenda de minha alma.
Pra provar pra minha saudade
Que não é somente ela quem me acalma.


Quando você esta só eu me sinto vazia
Mas quando anuncias que voltas
Ah eu me sinto do mar a própria maresia


A própria distancia nada faz em mim
A não ser dizer que você não dorme comigo
Mas o que ela não sabe e não pode ensinar
É que, quando fecho os olhos eu te abraço


E jamais alguém me tira o sono
E o nosso encontro assim,
É real e faz sentido...


Comigo nos sonhos
E contigo
No meu 



Umbigo.






Czar D’alma 



Aquela Aliança

            "Aquela Aliança"    




                    




Deixou a aliança na mesa
Com um silêncio nos lábios foi dormir
Pensou no que iria fazer,
Quis que nada fosse assim


As horas foram suas cúmplices
De tempo em tempo tomou coragem
E pediu que, ele fosse amável
Mas não quis seu amor pra si.


Que o ar te devolva paz
Que seu caminho seja de bem
Que ela iria com seus passos
De outro amor, atrás.


Os dedos não valem menos
Que seus dotes, anéis e apetrechos
Quando a vida era fria, somente ela sabia
Do que fazer com seus medos.


Então é outro dia, a lágrima vem como a chuva
Ela coloca os dias na agenda, sonha com outra curva
O amor poderia mesmo ser assim, ela pensa calada
Quando ao olhar pela janela, devolve a sua vida aquela nevoada


Onde seus dias eram bons e aqueles braços também
Ficou feliz em rever antigo amor e o beijou, amém.
Atracada aos seus sonhos, sorriu e quis o reencontrar
Como é estranha uma vida sem paixão e sem ter a quem amar


Então, ela devolve aquela aliança...
Ela quer mesmo é ser feliz
Com suas escolhas e desejos
Pois foi assim que sua vida, sempre quis


Com suas pretensões ela olha pro mar
Retoma um novo amor e pensa
Como foi bom a mim mesmo...



Me respeitar.









Czar D’alma



2011/09/21

Braços Abertos pro Mar

            "Braços Abertos pro Mar"      




                    





Eu abro os braços frente ao mar
Dos meus dedos na areia
E da água tocando meu sonar
Eu abro os braços pra te alcançar


Pra lembrar com se vive, vou ao mar
Quando a vida nos toma em doses
E a gente é quem consegue naufragar


Desejos de nuances, coisas que quero
Mas prefiro nem lembrar...


Quando abro os braços frente ao mar
Querendo da brisa um abraço
E do seu beijo pra acordar.


Eu ando só desde que, você se foi
Antes eu estava comigo, mas agora
Não sei mais o que será depois


Quando eu abria os braços frente ao mar
Era pra poder na vida, em sonhos me regalar
Mas agora são as ondas em meus olhos
Que me ensinam como lacrimejar


Eu abro os braços frente ao mar
Não há ninguém que veja
Parece segredo, mas todos sofrem
Quando não se tem ninguém pra abraçar


Eu ando de braços abertos frente ao mar
Desde que você se foi, não posso me querer
E sem você me imaginar...


Pois ando solta e livre, nessa sentença
De jamais me encontrar...
Justamente, com meus braços abertos
Em frente do mar.


Um dia de sorte e uma esperança
Dessa vida um grande amor
Me encontrar.


Por isso eu vivo,
Com meu mar...
A me 




Abraçar!








Czar D’alma