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2011/10/18

O S i l ê n c i o

            "O Silêncio"  




                    



O silêncio bateu à porta
Entrou em meio aos gritos
Dopou a saudade que aborda
Quando tudo procurava seu sentido


O silêncio fala em meio às tempestades
Corre entre rios, despeja sonhos nos mares.
O silêncio esse arauto quase nunca se comporta
Vagueia soluçando gemidos das noites em revoltas.


O silêncio me diz que o dia chega
E que a noite nunca se esquece...
Quando a memória do adulto
Ainda acompanha-o desde a ida de criança


O silêncio sabe como dançar ciranda
Bate em portas fechadas e não se cansa
Quando o sol nasce ele ainda tem esperança
O silêncio nunca diz que, a gente não alcança


Apenas o silêncio esta conosco
Quando a vida já não esta na dança
Às vezes, canto silencioso pra saber
Como era tão feliz em dias de infância


Mas hoje adulto
O silêncio de gritar não se cansa
Pois, ele esta sempre correndo
Na memória do que um dia foi inocência
Mas que hoje é só uma esperança.


Esse silêncio me atordoa
E me afoga nos braços de mulher
Quando em quando ele é o homem
Que atira sem perdão e nenhuma aliança


Casaco de medo é o silêncio no deserto
Nas auroras de lágrimas e de nenhum amor
Sem flor e sem flagrância.


O silêncio de gritar
Nunca cessa e nem se 



Cansa.








Czar D’alma 



2011/10/17

Jamais seremos como antes

             "Jamais seremos como antes"   




                       




Guardei coisas lindas
Amei algumas distantes
Tirei desejos de minha bacia fria
Errei em colocá-los na minha instante.


Andei por quase todas as noites e dias
A procura de um amor, a procura de um amante
Mas foi em minha estrada e vida
Que me deliciei com meu próprio diamante.



As noites, as danças e lugares que fomos
Desapareceram no apagar das luzes
Escrevendo a minha felicidade
Em nome de quem nunca somos


Aprendi a caminhar os meus passos
Na memória das coisas inconstantes
Beijos, abraços, mesas e dias delirantes
Assim se foi o que fui, terra e água distante.


Mas se não fosse a tua companhia
A minha vida, nunca seria como antes
Amor, alegria e uma alergia
A essa memória que, dói avante.


Dos tempos em seus braços
Isso sim era a vida sendo
Meu eterno diamante.
Onde éramos felizes...


Mas jamais seremos como 



Antes.







Czar D’alma


 

A c o r d a n d o

            "Acordando"   




                         



Hoje eu acordei meio assim
Recordando do passado
Os passos meus que
Já não tem mais fim


Andei por vales pedregosos
Corri na matilha dos ferozes
Alguns cheios de amor...
Outros de vida e na vida furiosos.


Deitei meus sonhos em carpetes ilusórios
Cada dia da minha agenda faz detalhes compulsórios
Por que o sorriso vale bem mais
Que a soma infeliz dos cartórios.


Hoje eu acordei com sorriso largo
Uma lágrima molhada e a lembrança
Do que seria para o soldado em plena guerra
A saudade ao olhar a foto da distante namorada.


Eu quero os pulmões cheios de vida
Quero a mulher e o casal grávidos de amor
Quero a agenda do pintor justa com o doutor.
Quero a saudade bem guardada aonde resta uma flor.


Hoje eu acordei distante
Lembrei de gotas em meio à face
Dias que pra ser feliz me fiz infante
Enfartando o lado bom que vivia em mim.


Hoje eu quero os passos alegres das crianças
Quero o leão dormindo com o cordeiro
Pode ser apenas um sonho
Mas é isso que nos faz mais brasileiro.


Eu quero a violência distante do Rio de Janeiro.
Um domingo sem tiros e uma flor a todo estrangeiro
Eu sou dos que amam em dias de chuva
Quero feliz o órfão e a viúva


Por que hoje eu acordei mais humano
Mas nem um pouco menos verdadeiro
Às vezes tenho ciúmes do dinheiro
Que leva a vida lavando muitas vezes o amigo e companheiro.


Eu acordei com estimas dos velórios
Com acordes de eutanásia na alma da hipocrisia
Sonho com todos em paz e a paz da pátria convertida
Quando em quando eu acordo e tenho saudades da própria vida


Eu sou aquela voz mais escondida
Quando os homens fazem suas camas
Nas esperanças mais tímidas
Quase uma sentença e uma vítima.


É que hoje eu acordei compartilhando
O pão que a ceia deixa na mesa
E a mesa dos que sentem saudade da comida


Eu ainda não sou a mentira
Por que as coisas passam
E o tempo ensina como esquecer a ferida
Quando esta ainda esta em nossa casa e guarida.


Hoje eu acordei com lágrimas escondidas
Com rosto molhado e corpo suado
Amando os meus inimigos e abraçando
Os que comigo vão e os que se foram doce lida.


Estou às margens da avenida
Quando acordando olhando tudo e todos
Mas nunca me esquecendo do tear
Que faz os sonhos dos homens acordarem


Pra entenderem suas próprias feridas
Eu sou ainda a minha própria armadilha
Pois hoje acordei com sonhos
E com nada mais que seja engano, torpor e mentira.


Acordo hoje e amanhã outra vez
Pelos homens que são plebeus
E pelos reis que nos ensinam
Como são hilários seus lados morfeus.


Hoje eu acordo
Mas amanhã...




É sua vez!






Czar D’alma