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(Pág.2) Lembranças D'alma

"Torpor e amor"





Torpor e amor

De um tempo remoto eu guardo em mim, Dos beijos tomados sem medida e contenção.

Do abraço molhado na banheira e na dimensão de nossos pensamentos abrasados pelo torpor que só 

o amor faz. Cada coisa a sua maneira, estava ali, remontando o cenário não das coisas, não da 

mobília, mas de meu coração em quase, querendo parar, pra ouvir sequer seu suspiro.

Eu sei sim eu sei, não devia cobiçar um sonho maior do que eu! Mas do que seriam dos viajantes se a 

terra onde, eles pisam, fossem do tamanho de seus sonhos? Não, tudo é maior do que o medo, menor 

que o sonho e na proporção do sentimento... Sabe das coisas que, guardei de nossa casa, foram dos 

cheiros de seu corpo que, almejo, sinto e clamo todas as noites antes de dormir. E isso me parece 

fustigante, doloroso e ao mesmo tempo, delicioso... Todos os objetos e até as paredes da casa, a porta 

da casa, tudo! Tudo tem agora a dimensão de nossos corpos e eu aqui, sentenciada a partilhar com 

meus segredos, tais momentos. Hoje eu tomo o gole do copo em que, a boca que, carrega tua boca, 

me seduz, disse meu nome e sussurrou e enlameou em mim, o nosso amor. Dessa sujeira limpa e veraz, 

Estou todos os dias, desde então...


possuída!





Czar D’alma - Escritor & Poeta.

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