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2011/04/01

Maluco Sem Beleza

      "Maluco  Sem  Beleza" 







Saiu á noite, perdeu a festa
Andou com doidos acordou no hospício
Perambulando entre pernas
Dormiu pelas calçadas


Anda sempre sorrindo
Com a vida presa de emoções
Corre com seus medalhões
Sonha com a vida dos campeões


Perde a beleza das coisas
Beijos, lua, praia, cafés em porcelanas
Acha estranho andar careta
Acha lindo ficar doido e sem grana


Metade da vida se foi e outra ainda nem começou
Sua esposa foi embora, seu filho não sabe o que marcou
Curte todas as boas canções e se prende a idéias vãs
Mas quando chega o carregamento se vê num tormento


Um dia acorda e percebe que a vida
Foi bem menos que um momento
Deixou o trabalho anda procurando movimento
Depois de algum tempo se pergunta e não encontra


A resposta por que sua vida
Foi de só lamento!


Que droga!




Czar D’alma 


Coisas de Musa

    "Coisas  de  Musa"  






Da tua voz me lembro e me agito

Seu corpo em Ipanema

Sincero jeito de mexer comigo.



A lua sempre diz que o amor

Não e coisa apenas do infinito!



Mera distração, seu corpo é todo liso

Toda bronzeada me deixa smilingüido...

Pelos seus cabelos perco a língua no Egito.



Meu momento de prazer, seu desfilar

De marquinha linda, me faz encher o pulmão

Quando passas, eu te levo pro Leblon

Seu amor é tudo de bom!



Minha princesinha, tu me troca gemido por grito!

Mesmo assim entras em malhação

Faz de seus passos, poema e canção

Do poeta meio esquecido, sem razão!



Desde manhã, abraças teu garoto

E me torço por dentro e fico liso

Querendo seus abraços e beijos

Dou minha vida, por um minuto disso!



Ah essa coisa de musa, me deixa sem fôlego

Entro no meu carro e saio meio trôpego...

Eu ainda volto e te roubo, pro meu moletom

Acordarás em meus braços e me dirás...



Se eu soubera da vida, que poetizar é tão bom...

Não trocaria, gritarias por nossos gemidos!

Deixa em Iguaçu e a gente, muda o veredicto...

  


Czar D’alma


NEM POR UM PAPEL

    "Nem  Por  Um  Papel"  







                                                        
A minha vida em suas mãos
Meus momentos sem amor
Te mando um beijo e peço
Que não me esqueças, por favor.


Colorindo versos
Abrindo cartas
Eu vejo a sua face sorrir...


Em tempos de paz sou
Dos momentos nossos que restou
Alianças quebradas
Estilhaços na calçada...


Mentiras em mesa de bar
Mulheres querendo de ti me roubar
Meu silêncio te ranca a paz
Deixo seus amigos e saio voraz


Mas meu quarto tem esperanças
Que eu não saia sem as crianças
Seu desespero é que me abro em fel
E caibo num quarto de motel...


Mas você e seus amigos serão felizes
Pois sei que meu amor não ficará guardado


Por um pedaço de papel!




Czar D’alma - escritor e poeta.



2011/03/30

Pelos Vossos Lençóis

     "Pelos  Vossos  Lençóis









Você me descreve bem
E me despe os versos além
Deixa os detalhes jogados
Na minha mente, seus trocados...


Você sai e nem espera o meu adeus
Segue seu rumo esquece o que prometeu
Em noites de lua, dias de sol...
Ainda quero seu um gesto igual


Seu perfume em meu corpo
Destila a saudade do tempo
Que a casa era nossa
E cama nosso átrio, ritual!


Desligo as luzes você não volta
Abraço as paredes em minha revolta
Não me peças à lágrima que, me colhe
Saia de dentro de mim e me resolve...


Quando os lençóis clamarem teu nome
Eu digo á eles, por favor, levem á vida
E nem reclamem, nem chamem             
Ainda amo aquele homem...




Czar D’alma 



2011/03/29

Flores Jogadas Ao Mar

    "Flores  Jogadas  Ao  Mar"  









                                                                                                                                                                          
Quando as flores pousaram
Á beira de praia
Seus pés na areia molhada
Lembrando de tudo.


Daquela tarde de sol
Dos beijos em dias de paz...
Seus pés molhados da praia
As flores jogadas ao mar.


Quando as flores chegaram
Não existia mais amor
Essa coisa de tempo, eu não sei
Quem que essa maldade inventou!


As flores jogadas ao mar não choram
Moram em seus últimos minutos
Lembranças de algum amor, sujeito absoluto
Quando a magia era o abraço e a saudade um absurdo!


Mas ande sobre a areia e contemple as flores ao mar
Que é uma maneira doce de aprender a viver, sonhar e chorar.
Pelas flores jogadas ao mar...
Quando os homens amavam


E as mulheres a maresia no ar!



Czar D’alma 

Meu Labirinto

      "Meu  Labirinto






  

Você é a razão do meu viver...
E o vazio em meus pensamentos
Você é a doce vontade de tudo se ajeitar
Agita ás minhas vontades, bem aqui dentro.


Seus cabelos fazem minhas mãos sonhar
Deslizando neles aos seus seios, todo meu engenho
Você, a palavra que não pude inventar
Mas tu criara em mim, dos desejos o mais sedento!


Você é a loucura que me dá paz
A guerra em mim, quando não estás por perto
Por você eu velejaria todo o mar
Só por saber que és meu porto certo!


Você é a coisa que mais quero
Minha capitania portuguesa
Desbravando meu deserto.


Você é dos meus caminhos, o que nem sei
Que labirinto que encontro e me despe
A sede do vinho que ainda beberei...


Por você eu mudaria todo meu condado
Desbravaria vossos erros, medos e contratos
Te faria pra mim minha rainha...
E seria teu súdito, cavalheiro e rei!




         Czar D’alma 





2011/03/27

Passos Que Marcam

     "Passos  que  Marcam"








Os meus passos marcam meu passado                                                    
Das amizades tenho sempre saudades
Do rio e do mar, tenho correntezas felizes
Quero o folhear das cores em minha face...


Os meus passos remarcam minha história
Seguro o peso leve da memória
A sede da terra ainda me seduz
O riso dos meninos fomentos por luz.


Mesmo que a distância nos deixe distantes
Minha mente leva os meus bons instantes
No coração de minha alma, a fotografia do sol
Pela fascinação de flores que, seus lábios dão...


Os meus passos escrevem discursos de meus erros
Mas eu tenho um prelo ausente, um momento de zelo.
Na arrogância de meus inimigos perdi da vida o medo
Pra poder deitar flores aos que, me deixam sorrir


Quando passares e aos seus passos
Puderes a tua história descrever e despir...


Pras memórias amantes de tua vida!




Czar D’alma 


Sem Você Jamais

     "Sem  Você  Jamais"










Você me fecha a garganta
Seu amor me agiganta
Sou feliz em seus braços, sou matriz
Desde que, voltas-te sou assim.


Me despe os sentidos e me deixo ali
Em seus leitos, seu beijo me devora
Quando eu durmo, tu em meus sonhos acordas
E amo de novo o bem que, fazes a mim, feliz!


Suas mãos em meus seios, meu desejo em tua boca
A coisa quente envolvente, minha alma, uma só
Quero mais desse amor aguardente, que só ama quem sente!
Em dias de luta em me faço infante, meus desejos são bons!


Desde que chegas meu coração á pulsar
Olhando seu corpo, imagino o mar
Querendo amar, tu me levas a naufragar
No colchão meus gritos, calados não são.


E se deitas ao meu lado, me largo, me invado
De suas carícias, minhas loucuras em milícias
Eu preciso mais de ti, quero mais uma noite sem preguiça
Até quando o sol de põe, tu se expõe a minha tirania esguiça.


Te quero um segundo atrás, minutos antes e séculos a mais!
Mas não saia com esta roupa que, desperta outras mortais
Minhas querelas, meus ciúmes já não são por demais
Quero a roupa sem corpo, quero a fogueira no horto



Mas te perder, não quero jamais!





Czar D’alma