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2016/06/03

“Trinta e três anos, força, mentira e destino” - Czar D’alma.

  
“Trinta e três anos, força, mentira e destino”  - Czar D’alma







“Trinta e três anos, força, mentira e destino”  - Czar D’alma



Com grande forças são as mãos do destino
Ela abriu a porte e atravessou a rua
Na busca frenesi de seu amor e menino.




Aquilo estava em seus olhos e vista
Mas, não compreendia a força do tino
O leme quebrado e ainda assim
Achava seu próprio cassino.




Ela não achava que poderia ser estuprada
Por ser solta e quase sempre engraçada
Não tinha licença pra abrir da vida
Suas escolhas, suas roupas, sua canção e hino.




Vai dançar em casa pra poder livre chorar
Vai cantar em praga a bossa-nova à cantar.
Ela escolheu a vida, mas a vida não quer lhe voltar
Amanhã quem sabe teremos homens em vez de meninos.




Quem rasga a  roupa da donzela
Acorda em sua própria primavera
O egoísmo trama sangrar o destino
Cadê a força veraz da cega com espadas e desatino?




Ela atravessa a rua e começa a se vitimar
Quem ama a roupa e a carne possa distratar
Não entende como a vida pode suar pra estar.

Que o menino não se faça jargão
Que cada um seja o vão do medo e do brilho.




Vai cantar em casa pra poder viva estar
Em cada parte do corpo um dia




 voltar a se olhar.



“Trinta e três anos, força, mentira e destino”  -



 Czar D’alma.   (poeta)













P.s: A gente não pode se conformar com a violência contra a mulher
Em pleno século XXl





As imagens são fortes, mas entendo que a violência é muto mais!
Minha contribuição singela pela causa.

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