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2013/01/02

A I N D A

"AINDA"
 
 
 
 
 
“AINDA”
 
Deixa eu guardar a leveza de trazer você comigo,
Na perfeição das coisas nítidas... 
Onde eu construo da vida sorrisos prontos, carinhos e gracejos que, guardamos...
Onde o mundo foi todo um amor, onde ainda somos.
 
Sem o medo de abraçar o calor da entrega de cada manhã.
Por que seu braço era meu adorno, desejo e cobertor.
Eu ando meio falando pelas noites solitárias comigo
Por que ainda há em nós algum, do amor, vestígio.
 
Se as sirenes já não me perturbam,
Ainda há tempo pra eu poder lembrar
Quanto vale aquele sorriso
Quando a saudade nem podia entrar
 
Ainda tenho gracejos e relampejos de saudades
Quando ainda eu tinha sonhos e tu eras
O meu EU melhor e adormecido.
 
Hoje eu corro pelas vias do desconhecido
Não reconheço o meu abraço, não tenho sorriso...
Mas guardo a esperança que é a fortaleza
De qualquer herói ferido.
 
Sem barcos as tempestades não assustam
E da vida assim foge o perigo,
Mas prefiro a leveza de dizer - Ai,
Do que fingir que nada sinto, ainda...
 
Tu me roubas a poesia,
E eu lhe permito levar-me
Onde eu não perco a sanidade
Mas não sei onde encontro, sentido.
 
Ainda...
 
 
Czar D'alma  -  Ainda
 
 
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