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2013/05/31

“Apocalíptico” – Czar D’alma

“Apocalíptico” – Czar D’alma





“Apocalíptico” – Czar D’alma


Eu vi o sol acordar com a lua
Eu vi a mulher sonhar com a roupa
Quando esta ainda estava nua




Eu vi a dor sair do corpo
E um corpo voltando pro lar
Eu vi coisas que lacrimejo
Quando as tento falar.

Eu vi o destino sem medo
Eu vi um menino sem enredo
Ensinando como se deve sambar.




Eu vi um mundo em frente ao mar
Eu vi o amor querendo acordar
Num mundo onde as coisas se perdem
E os homens as lançam pra que não acontecem.

Eu vi o amor andar de mãos dadas
Eu vi a centelha na pólvora da pele
Querendo ser e querendo amar.




Eu vi a mentira dormindo
Pra que a verdade pudesse sonhar
Eu vi as minhas lágrimas em rios
E os rios nos olhos de quem quer amar.

Eu vi o destino sem trilha
Eu vi a felicidade de cada menina
Quando o seu pai pode voltar.




Eu vi a calúnia calada
Eu vi a sorte equivocada
Sendo lançada no mar.

Eu vi e não temi
Comi de tudo e sorri
Por que as coisas se vão
Mas nos amigos se encontrarão.




Eu vi delírios nos leitos
Eu vi meninos mamando nos peitos
Nos seios de quem anseia se encontrar.

Eu vi o sol da justiça
Eu vi a mulher que fascina
Correndo pro bosque...
E querendo ser a matilha à calhar.




Então me despi e andei sobre o mar
Encontrei sorrisos daqueles que nem sei
Eu vi de tudo e me vi em quase nada
Por que a vida precisa continuar.

Eu vi a vitória descendo as escadas
Eu vi as medalhas em faces molhadas
Eu vi declínios de impérios
Que não voltarão à brilhar.




Eu vi o sorriso querendo chorar
Eu vi a delícia querendo um lar
Eu vi a mulher que me ama
Querendo nascer pra me encontrar.

Eu vi o desatino calado
Eu vi um menino de messias chamado
Querendo nos homens a felicidade deitar.




Eu vi um gesto de amor
Nos olhos de quem tinha fome
E na mesa de ricos eu vi a podridão
Que não preciso falar pra nossa nação.

Eu vi crianças lutando contra armas
Eu vi a vida querendo ser amada
Eu vi o lucro deixando seu próprio lar
Pra ser o que não se pode comprar.




Eu vi uma coisa
Quase nem preciso falar
Parece conosco, mas se cala
Quando as almas de mãos dadas aprenderem a andar.

Eu vi o ódio querendo nascer
E a morte tragando o gabar
Mas foi quando olhei a saudade
Que entendi por que o amor sempre vencerá.




Eu vi as medalhas em meninos
Eu vi os homens perdendo os sentidos
Eu vi as mulheres chorando e sorrindo
Quando a verdade não pode calar.

Então parei e sentei
Pra ver essa ferida daqui
Que parece com a vida
Que deixei fazerem de mim.




Quando vi o mar
Ele não deixou de falar
Abrigando baleias trocadas
Por moedas que de valor algum pode se dar.

Eu ouvi a canção de sereias
Em minhas lembranças de felicidade
Eu vi a ferida sendo curada
Por algo chamado saudade.




Eu vi a mão ofertada
Pra que a vida possa continuar.
Eu vi lágrimas em reis
E plebeus a cantarolar.

Eu vi um caminho
Tentei por ele andar
Encontrando tantos vestígios
Aprendi a comigo mesmo caminhar.




Então o silêncio gritou
E o mar não pode se agitar
Quando olhando almas de meninos
Entravam no céu e os anjos à honrar.




Eu vi a vingança dos homens
Chorei com essas tantas andanças
Mas, foi quando me abraçaram




Que vi que ainda poderia amar.




“Apocalíptico” – Czar D’alma


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