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2012/04/15

A Procura de Abrigo e Sentido

       "À Procura de Abrigo e Sentido"  





                       



Eu deixo a rua vazia
Eu ando a procura da boca sua.
Quando o delírio é a minha sorte
E o vazio de quem ama em cima do corte.


Com dores de parto eu ando
Colho figos de abrolhos, risos de espinhos
Por que eu ando trabalhando todos os dias
Pra te esquecer, fiz serão no domingo.


Eu deito as rosas em minha face
Lembro de quando a vida era um açaí
Eu sorrindo em felicidades e você
Querendo de mim se despedir.


Então eu olho os dias que fomos
Quando mentiras não cabiam em nossos planos
Hoje eu ando em desejos e destinos
E tu na maresia de seus próprios sentidos.


Naufragando em seus medos
Pra que a tua vida e egoísmo
Seja mais linda do que seu lado canino
Um menino em meio às ruas


Cantando, chorando, vivendo e soando
O seu próprio hino.


Uma peste em meio à guerra
A procura de abrigo e destino.




Czar D’alma   –  “A procura de abrigo e destino”



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