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2011/09/10

S o l e A m o r

           "Sol e Amor"     




                    




É quando o sol se abre
Que me mostro só sua
Cantando os mistérios que
Só meu corpo sabe na tua.


É quando o tempo mostra seu rosto
Em minhas lembranças que, brado como criança
Mentindo o medo da luta de viver sem esperança
Quando os homens são adultos em meio às suas cirandas


Eu ainda sou uma criança
Das tardes que, te abraço
É seu respirar no peito
Que me faz feliz e agiganta.


Quando o sol voltar, eu estarei longe
Mas sempre contigo no seio aberto
Das noites bem dormidas em seu berço
Eu ainda nem sou o seu convexo.


Não diga que aquela noite não foi o bastante
Por que a minha alma canta na madrugada
Com voz rouca de paz e de minha solidão
Aonde os meus sonhos sempre vêm e vão


Por favor, de meu corpo escute essa canção
Quando a fala responde em beijo e silêncio
Mas o nosso amor...
Jamais terá refrão.


Senão dos dias em corpos e carne
Aquela coisa ardente que, não mente não
Cabala, receita de afeto e afeição
Um dia em seus braços e uma eternidade de aflição.


Quando o sol se põe e o amor





Não!






Czar D’alma



 

2011/09/08

Em Memória (Aos que se foram)

            "Em Memória" (Aos que, se foram)   




                   







É quando o salário do equívoco
Bate na conta
Que nos percebemos que na vida
Ao custo dessas, não tomamos nota


É preciso deveras perder
Entender que o ouro não pode oster
O que o sangue requer e afronta
Quando o preço da vida bate à porta


Eu querer-me-ia jamais entender
À medida da mosca na sopa
Ou a fera da selva que quando sem fôlego
Não indaga a alma vestida da morte à roupa


Onde a saudade canta seu banzo
E a destra caneta fiel publica seu fel
Porque a consciência entrega-se como réu
Ao cavalo amarelo na vida cavalga saudade e mel


Pois todos os dias não são mentiras
Hão de ficar os registros do riso e da lida
Por que até o início prevê a despedida
Pra que amássemos em tempo e vida


Essas almas que são bálsamo e ferida
Pra que se olhe a galeria da memória
E digamos com toda lágrima e história...
Esteve entre nós e como foi 






Bom!







Czar D’alma


P.s.: "Em memória de Lilia Quedna, Prima-Mana que, descansa em Deus! Até o grande dia, mana! Amamos você!" 



2011/09/07

Pedagogia do Amor

            "Pedagogia do Amor"      




                   





Se vai dizer que não me amas
Dê-me um tempo pra pensar
Acostumar-me com o sal
Que ainda esta sobre o mar


Se não vai dizer-me que sou tua
Deixa ficar nua, vazia e limpa a rua
Pois ainda estou toda crua
Quando o assunto é a lua


Se for pra sofrer
Por favor, deixa chover
Pois se não vai dizer que me ama
Tenho que aprender a molhada arder


Pois todo tempo é hora
De dizer a quem se ama
O quanto é bom disso dessa vida saber
No entanto, quando se ama, só uma coisa é difícil de aprender...


Que podemos dizer com todas as forças
O valor, altura e a dimensão do quanto se ama tal pessoa
Mas a tal pessoa pode ser que, jamais, nessa vida saiba dizer ou
Pode ao menos dizer que, 




Ama a você!








Czar D’alma




Menino de Barba

            "Menino de Barba"      




                   





Quando menino, queria ter barba
Logo que cresci, ela chegou...
Hoje que tenho barba
Não noto o menino que ainda sou.


Ela crescia e eu a desenhava
Esta barba no homem que vou
Pode ser que eu aprenda a ser menino
Pois esta barba nada me ensinou


Então o rosto do menino...
Que agora com barba, mas antes sonhava
Da saudade do beijo daquela mulher
Que acarinhara o homem que jamais passara


O menino de barba guardara o beijo da mulher que amava
Por saber ser homem guardando o menino
Na esperança em seu desatino
Este homem que, agora menino


...Em degustar em meio aos cabelos brancos
O amor da mulher que o homem
Em seu destino





Jamais encontrou!







Czar D’alma



2011/09/05

Mil Colheitas

            "Mil colheitas"   




                    





Onde eu pisei, os passos trocados que dei
Só com meu justo “injuízo” eu os direi...
Pelas frases deitadas na estrada
Por onde um dia passei.


Se já não conto esses passos
Que entrego ao meu amor
Pode ser que, eu os recolha
Da vida aquela desmedida dor


Onde pisei os erros que plantei
Nem mesmo em mil colheitas ceifarei
Por quantas vidas a graça da vida
Destes convida a destemer a ferida


Pode ser que os passos que dei
Mil colheitas em mil vidas de um rei
Pra onde um dia parei, fitei e sentei
O palhaço já não é aquilo que me tornei


Então eu olho as pegadas que deixei
Pra herança dos equívocos de um amor
Onde a colheita pode ser retratada
Na força que, na terra os meus passos





Trou!








Czar D’alma 





2011/09/04

Aquelas ondas

            "Aquelas ondas"    




                    




Dessas ondas fortes
Traz-me o mundo, meu norte
Naufrágios que herdei
Meu rumo e quase sorte


Ah, essas ondas de sal
Minha mente alimenta o mal
Em delícias onde meu tormento
Se torna qual, sem o qual não sei


Em ando em meio às ondas
Bradando o silêncio de meu ser
A alma alimenta a estrada
Da caminhada que sonha ter


Então as ondas são
A tempestade que busquei
Quando via em seus braços
A menina que me tornei


Dou de cara com a saudade
Acordo sempre olhando a tua identidade
Quando em quando eu sou o mar de caridade
Que alimenta a decisão sua que permeia maldade


Onde eu tomava as ondas
E tu eras a ressaca da tarde
Onde eu sonhava com um mar calmo
Mas isso jamais mudou a nossa realidade


Que somos um mar e o outro rio
Um com alegria e o outro sem riso
Então eu acordo e não lhe vejo mais
Fostes nas ondas de minha austeridade


Por que, onde não há felicidade
Há de perdurar...
A tua 




Saudade.







Czar D’alma